Postado em 12 de Março de 2020 às 10h54

Sono dos brasileiros

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Nos tempos atuais, ter qualidade de sono é algo que ainda muitas pessoas procuram. Devido a rotina acelerada do trabalho, família e vida social, a saúde e bem-estar acabam ficando de lado.
Para exemplificar, segundo pesquisa realizada pelo Associação Brasileira do Sono (ABS), mais de 70 milhões de brasileiros sofrem de insônia. Além disso, a unidade de medicina do sono do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, afirma que cerca de 30% a 40% da população irá sofrer do distúrbio ao longo da vida.
Outra pesquisa, realizada pela Sociedade Brasileira de Neurofisiologia com mais de 22 mil pessoas, constatou que 45% dos brasileiros dormem mal, 32% demoram muito tempo para iniciar o sono e 52% das pessoas acordam cansadas.
Nessa luta por obter algumas horas de sono, muitos procuram por medicamentos indutores. No levantamento feito em 2013 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as mulheres são as que mais sentem dificuldades para dormir sem remédio nas cinco regiões do país. Sul e Sudeste, respectivamente, são os locais em que mais se utilizam esse tipo de medicamento.
Outros dados, levantados pela Associação Brasileira de Neurologia (ABN), com apoio da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (ABRAMET), do Conselho Regional de Medicina de São Paulo (CREMESP) e da Agência de Transporte do Estado de São Paulo (ARTESP), apontam que cerca de 60% das pessoas dormem entre 4 a 6 horas, menos do que gostariam, sendo que mais de 80% das pessoas gostariam de dormir mais de 7 horas.
Contudo, apenas 75% das pessoas reconhecem que estão privadas de sono. Essa falta de preocupação já fez com que 16% dos entrevistados na pesquisa se envolverem em acidentes porque sentiram sono, podendo ser ainda maior essa porcentagem, já que é possível que não tenham relatado ocorrências mínimas.
Para além das consequências externas das atividades desenvolvidas no dia a dia, a privação do sono também resulta no aumento do risco de diabetes, hipertensão arterial, doenças cardiovasculares, obesidade e ansiedade.
Por isso, o sono tem um processo importante para a manutenção do sistema imunológico. Quando não se dorme o suficiente, sente-se falta de energia para as tarefas diárias, ficamos mais irritados, temos dificuldades de concentração, podemos desenvolver doenças infecciosas e envelhecemos mais rápido.
A procura por uma qualidade de vida e, principalmente, de sono deve ser importante para os brasileiros. Hábitos que auxiliam nisso devem fazem parte da rotina. Quer lembrar quais são esses hábitos? Acesse nossa matéria Como ter uma boa rotina de sono ;) (LINKAR NO SITE)

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