Postado em 17 de Dezembro de 2019 às 13h12

A Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono

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Cada vez mais no mundo atual se estuda a qualidade do sono. A medicina do sono investiga não apenas problemas relacionados a um sono não reparador mas também estuda formas de prevenir futuros problemas do sono que atrapalham a qualidade de vida de todos nós. Um desses problemas é a apneia do sono. A Síndrome…

Cada vez mais no mundo atual se estuda a qualidade do sono. A medicina do sono investiga não apenas problemas relacionados a um sono não reparador mas também estuda formas de prevenir futuros problemas do sono que atrapalham a qualidade de vida de todos nós.
Um desses problemas é a apneia do sono. A Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono (SAOS), é uma doença crônica, caracterizada pela obstrução parcial ou total das vias, causando paradas repetidas e temporárias da respiração enquanto a pessoa dorme.
Segundo a otorrinolaringologista, Amanda Costa, dormir mal ocasiona mudanças no metabolismo e deixa o organismo predisposto a uma série de doenças. “A preocupação atual está em termos um sono de qualidade e reparador que proporcione ao indivíduo realizar a produção de hormônios necessária, produzir seus anticorpos, regenerar suas células e renovar suas confecções cerebrais durante o sono. Todo este processo pode ocorrer se temos um sono tranquilo e, por isso, a preocupação com roncos e pausas da respiração, as famosas apneias durante o sono”, comenta.
Apneias não são normais e não devem ser toleradas nem em crianças, nem em adultos e nem em idosos. “Antigamente não nos preocupávamos com as repercussões fisiológicas desta obstrução nasal durante o sono, apenas com o barulho desagradável que atrapalhava o sono de nosso parceiro. Hoje em dia todo o paciente que ronca e tem apneia é extensamente investigado por um médico especialista em sono”.
O problema de apneia interrompe a respiração, podendo levar à queda de oxigênio no sangue e a despertares ao longo da noite. Geralmente, as pausas respiratórias duram pouco mais de 10 segundos e são consideradas anormais quando ultrapassam a frequência de cinco eventos por hora de sono.
Conforme explica a médica, a apneia pode ser provocada por alterações anatômicas e pela diminuição de atividade dos músculos dilatadores da faringe. A obesidade é um dos fatores que agrava o quadro do distúrbio por conta do estreitamento das vias respiratórias superiores.
“Consideramos roncar como um sinônimo de um sono instável do ponto de vista cardiovascular e endócrino, e as paradas de respiração causadas pela apneia acompanham a maioria desses pacientes. Contudo, eles não têm consciência disto ao acordar”, salienta Amanda.
As consequências desse problema são refletidos na rotina. A pessoa sente mais fome do que o habitual, tem um sistema imunológico mais fragilizado, apresenta uma memória com menor capacidade do que poderia ter, seus níveis de pressão arterial não se enquadram na normalidade e muitos ainda sofrem com sonolência excessiva, podendo dormir em qualquer lugar.
Todo este conjunto de ronco e apneia que afetam a vida de 30% da população brasileira devem ser investigados e tratados. “Dormir bem é um dos requisitos básicos para termos uma vida e um envelhecimento saudável, juntamente com uma alimentação equilibrada aliada a atividades físicas”, avalia a especialista.

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