Postado em 02 de Setembro de 2019 às 17h36

SETEMBRO AMARELO - DIGA SIM A VIDA!

Datas Comemorativas (36)
Cada vez mais os sentimentos de impotência e tristeza está tomando conta das pessoas. As relações estão se tornando mais líquidas, ou seja, as pessoas estão se distanciando cada vez mais e a sociedade já não deixa mais espaço para a tranquilidade, a qualidade de vida e o bem-estar. Tudo isso reflete em doenças psicológicas,…

Cada vez mais os sentimentos de impotência e tristeza está tomando conta das pessoas. As relações estão se tornando mais líquidas, ou seja, as pessoas estão se distanciando cada vez mais e a sociedade já não deixa mais espaço para a tranquilidade, a qualidade de vida e o bem-estar. Tudo isso reflete em doenças psicológicas, como a depressão que, em casos extremos leva as pessoas a se suicidarem.
Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, cerca de 800 mil pessoas morrem por suicídio todos os anos. Para cada suicídio, há muito mais pessoas que tentam o suicídio a cada ano e a tentativa prévia é o fator de risco mais importante para o suicídio na população em geral. Além disso, o suicídio é a segunda principal causa de morte entre jovens com idade entre 15 e 29 anos.
No Brasil, conforme dados divulgados pelo Ministério da Saúde, em 2016 foram registradas 11.433 mortes por suicídio, em média, um caso a cada 46 minutos. O número representa um crescimento de 2,3% em relação ao ano anterior.
Segundo a voluntária e porta-voz do Centro de Valorização da Vida (CVV), Eliane Soares, a depressão é uma doença e precisa de acompanhamento médico e psicológico. ?As pessoas nessa situação têm uma pressão interna enorme e não estão conseguindo lidar com isso. Falar ou desabafar ajuda a reduzir imediatamente essa pressão e pode ajudar a pessoa a reorganizar suas emoções e pensamentos. Mas é importante a pessoa se sentir respeitada e compreendida, e não julgada, repreendida ou ter suas dores diminuídas.?.
Eliane também pontua que alguns sinais de que a pessoa pode estar pensando em tirar sua própria vida são relacionados a mudanças de comportamento, como queda no rendimento escolar e profissional, afastamento dos amigos e familiares, mudança no apetite e sono, deixar de participar de atividades que antes eram prazerosas, começar a falar de morte ou somente no passado sem planejar nada a longo prazo, se desfazer de objetos importantes como coleções e instrumento musical.
?Nem sempre é fácil observar esses sinais e não deve, nunca, haver sensação de culpa caso haja uma tentativa de suicídio de alguém próximo. Para ajudar é se oferecer para conversar em local discreto, sem preconceitos, julgamentos ou comparações. Aceitar que por mais que o problema que a pessoa vai te contar te pareça simples, para ela é causadora de uma dor insuportável?, explica a voluntária.

Por quê Setembro Amarelo?
O Setembro Amarelo é uma campanha de conscientização sobre a prevenção do suicídio. No Brasil, foi criado em 2015 pelo CVV (Centro de Valorização da Vida), CFM (Conselho Federal de Medicina) e ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria), com a proposta de associar à cor ao mês que marca o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio, no dia 10.
Como todo movimento do gênero, é importante para lembrar as pessoas que o problema é real e é estimular as pessoas a procurarem e oferecerem ajuda. Eliane pontua que por muito anos a questão ?suicídio foi varrida para debaixo do tapete, fingimos que não existia e só é possível fazer prevenção quando se fala a respeito. É como a prevenção da AIDS e de diversos tipos de câncer: há duas décadas eram tabus na sociedade e, com as repetidas campanhas de esclarecimento mudaram de patamar e hoje matam muito menos do que no passado.
O CVV desenvolveu um site como apoio à campanha. Um local em que as pessoas possam encontrar informações confiáveis e simples sobre como prevenir essa questão que é considerado um problema de saúde pública pelo Ministério da Saúde. ?Qualquer pessoa com pelo menos 18 anos de idade, vontade de conversar com pessoas desconhecidas sem preconceitos ou julgamentos e tempo para plantões semanais pode se tornar voluntário do CVV e ajudar pessoas a ver a vida de outra maneira?, convida a voluntária e porta-voz do grupo, Eliane.

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SETEMBRO AMARELO

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