Postado em 19 de Fevereiro de 2020 às 17h02

Gordura da língua provoca apneia do sono

A Síndrome da Apnéia Obstrutiva do Sono (SAOS) é a obstrução das vias aéreas, que ocorre pela flacidez dos tecidos da garganta, impedindo a respiração por alguns segundos, várias vezes por noite. Esse problema pode trazer consequências físicas para o paciente, como hipertensão, arritmias cardíacas e AVCs.
De acordo com a fonoaudióloga, Daniela Vieira da Rocha, as características anatômicas de certos indivíduos podem predispor ao problema, que tende a piorar com o aumento da idade, pelo aumento da flacidez na musculatura da garganta e do peso e pelo acúmulo de gordura na região da faringe bem como na língua, que torna ainda mais difícil a passagem do ar.
Para comprovar que a gordura da língua pode provocar o problema, pesquisadores da Universidade da Pensilvânia realizaram estudos do sono e exames de ressonância magnética para medir como a perda de peso afeta as vias aéreas superiores dos pacientes.
O estudo contou com a participação de 67 pessoas obesas com apnéia obstrutiva do sono. Elas foram submetidas aos exames antes e depois de uma intervenção para perder 10% do peso corporal. O resultado mostrou que os sintomas da apnéia do sono melhoraram 30% após a perda de peso. Ao analisar o tamanho das estruturas das vias aéreas superiores dos pacientes, a equipe foi capaz de descobrir as mudanças que haviam levado à diminuição dos sintomas.
Além de diminuir a gordura da língua, a perda de peso dos pacientes também levou a uma redução no tamanho de um músculo da mandíbula que controla a mastigação e dos músculos de ambos os lados das vias respiratórias, o que também colaborou para o resultado.
Por isso, para prevenir ou reduzir o agravamento do problema, a pessoa precisa:
? Emagrecer, em caso de excesso de peso;
? Dormir de lado (um travesseiro especial pode ajudar);
? Evitar o uso de bebidas alcoólicas, calmantes, relaxantes musculares e cigarro algumas horas antes de dormir.

Além disso, praticar exercícios durante o dia e manter uma alimentação saudável, aliado com horários para dormir e acordar são essenciais para a qualidade de sono. Em todo caso, se o problema persistir, a procura médica especializada não deve ser dispensada.

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