Postado em 26 de Outubro de 2017 às 10h03

Outubro Rosa: muito além de uma campanha

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Estamos no mês de outubro, e você provavelmente já viu em muitos lugares a campanha chamada Outubro Rosa. Muitas empresas e instituições aderem a esse movimento, que é simbolizado por um laço de cor rosa representando, mundialmente, a luta contra o câncer de mama. Esse movimento iniciou nos Estados Unidos, onde vários Estados tinham ações…

Estamos no mês de outubro, e você provavelmente já viu em muitos lugares a campanha chamada Outubro Rosa. Muitas empresas e instituições aderem a esse movimento, que é simbolizado por um laço de cor rosa representando, mundialmente, a luta contra o câncer de mama. Esse movimento iniciou nos Estados Unidos, onde vários Estados tinham ações isoladas referente ao câncer de mama e/ou mamografia no mês de outubro.

O câncer de mama

O câncer de mama é uma doença causada pela multiplicação de células anormais da mama, que formam um tumor. Segundo o Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva, há vários tipos de câncer de mama. Alguns têm desenvolvimento rápido, enquanto outros são mais lentos. Esse é o tipo de câncer mais comum entre as mulheres no mundo. No Brasil há um percentual elevado de casos, chegando a representar 28,1% dos cânceres. Sem considerar os tumores de pele não melanoma, esse tipo de câncer é o mais frequente nas mulheres das Regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste.

Fatores de Risco

    Os principais fatores que podem aumentar o risco do desenvolvimento do câncer de mama são a idade, mulheres acima de 50 anos tem mais probabilidade de serem diagnosticadas com a doença; histórico familiar de primeiro ou segundo grau direto; primeira gravidez depois dos 30 anos, além do uso de hormônios externos, consumo de álcool e obesidade. Segundo o Hospital do Câncer de Barretos, uma em cada 10 mulheres desenvolvem o câncer ao longo da sua vida.

   

É de extrema importância que a mulher realize o autoexame de mama para tentar identificar alguma anomalia nos seios. Qualquer sinal de caroços, secreções mamilares ou retrações da pele indicam que é necessário procurar ajuda médica o quanto antes. O autoexame permite que se perceba qualquer tipo de anomalia. Ele deve ser realizado uma vez a cada mês, na semana seguinte ao término da menstruação. Ressaltando que o autoexame não é um método diagnóstico e não substitui a visita ao mastologista. A mamografia é o único método de detecção precoce. Portanto, peça sempre orientações a um médico especialista.

Tratamento

Após ser diagnosticada, a paciente inicia o tratamento, que geralmente é multidisciplinar, ou seja, tratada com mais de um profissional como um cirurgião, um oncologista clínico e um radio-oncologista. Quanto a ordem dos tratamentos, vai depender das condições em que o tumor for identificado.

No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) atende e encaminha pacientes para médicos especialistas, basta ir até a Unidade Básica de Saúde mais próxima quando sentir algum sintoma. Se a unidade não tiver condições de realizar o atendimento, deverá encaminhar a paciente para uma clínica especializada ou para um hospital. Contudo, esse processo pode demorar até mais de seis meses.

Para as mulheres que não querem esperar tanto assim para iniciar o tratamento, existem outras opções como um plano de saúde privado ou um seguro de vida específico para casos de câncer de mama, como o do Toque Seguro, que lançou a campanha ?O câncer de mama no alvo da moda?,  conhecida nacionalmente após alguns atores globais aderirem a ela.

Independentemente das condições financeiras ou das escolhas para o tratamento, o importante é que ele seja realizado. Na grande maioria das vezes o câncer de mama é reversível e isso enche de esperança a vida das mulheres e das famílias que sofrem com ele.  Lembre-se sempre: faça o autoexame. O câncer não é maior que você.

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